Depoimentos

Funcionária – 30 anos – CCAE Campus IV

“Esses últimos dias, um aluno de Ecologia do campus IV em Rio Tinto me enviou umas fotos de seus órgãos genitais e me senti muito mal com isso, pois ele me tratou como um lixo, aparentemente um homem tranquilo, sociável, simpático, mas na verdade um louco, que busca destratar uma mulher com fotos imundas e com perguntas horríveis. Alerto as mulheres que não o aceitem no Facebook pois é assim que ele começa com suas alucinações e de um jeito nojento procura encurralar a vítima. Fui até a delegacia para buscar meus direitos e sei que ele pagará por isso. Cuidado mulheres! O maníaco de ecologia esta solto por ai. Eu não fui a única que recebi esse tipo de assédio.”

 

Estudante – 20 anos – CCAE Campus IV

“Há um segurança, que também é aluno do curso de Antropologia, que passou a me assediar. Inicialmente, tudo começou com um bom dia meu, por causa de um amigo que estava conversando com ele e ambos estavam no bebedouro, onde eu iria pegar água. Algum tempo demais, meu amigo saiu e eu estava esperando uma amiga em frente ao laboratório quando ele começou a puxar assunto e me chamar de linda. Minha amiga chegou e ele saiu. Na segunda vez que o vi, ele começou a dar em cima de mim e eu alertei que tenho namorado. Ele ignorou. Na terceira vez que o vi, ele disse que eu era uma tentação. Sai de perto. Depois disso, ele tentou falar comigo, mas passei a andar rápido para não ter que o encarar. Depois disso, não vou mais para os laboratórios desacompanhada.
Procurei ajuda da universidade, mas não poderiam fazer nada por mim. O que ouvi foi, basicamente, que isso aconteceu por eu ser meiga demais. Caso quisesse o denunciar, teria que o fazer de forma não anonima. Preferi não o fazer, afinal, tive receio que ele passasse a me perseguir.
Não fui a primeira menina que ele fez isso.”

 

Funcionária – 31 anos – CCAE Campus IV

“Sou uma funcionária terceirizada e a alguns dias passei a receber imagens pornográficas de um estudante de biologia da UFPB campus IV na Cidade de Rio Tinto, o mesmo com palavras de interesse sexual em mim, usando imagens fortes e de baixo escalão, sinceramente fiquei horrorizada com isso e me pergunto como um homem tem a capacidade de tratar uma mulher, cuja qual nem conhece, dessa forma como um objeto de desejo. E o mais engraçado disso tudo é que ele continua a me cumprimentar como se nada tivesse acontecido. E também sei que eu não fui a única que passou por isso, mas a única que tive coragem de expor a público o que ele fez.
Espero sinceramente que ele não faça mais isso, pois nem todas pensam como eu.”

 

Estudante – 31 anos – CCHLA

“Durante uma oficina de produção de vídeo dentro da universidade o próprio professor disse que mulheres não serviam para operar câmeras de vídeo, eu era a única mulher na oficina.”

 

Estudante – 27 anos – CCHLA

“Estava ontem por volta das 7 da manhã na xerox copydenys, olhando um trabalho quando um funcionário foi mexer na impressora acima de mim, quando ele literalmente encoxou nas minhas costas. Já tinha um movimento e não sei se alguém viu…. se viram calaram-se.”

 

Funcionária – 43 anos – CCS

“Estava prestando assistência a um homem bem jovem no Hospital. Em algum momento ele se aborreceu com alguma coisa e começou a me humilhar com frases do tipo: ‘Mulher só presta pra pilotar fogão mesmo! Devia tá em casa cozinhando e lavando'”.

 

Estudante – 21 anos – CCHLA

“Faço curso noturno e tenho medo de andar pela UFPB a noite, indo para outra área assistir aula. Ontem a noite, um rapaz me deu um susto e me assediou. Estava indo da pracinha da alegria, no cchla para o Central de Aulas, num daqueles corredores e o cara viu que estava assustada com o escuro e disse: cuidado mocinha, eu posso ser seu lobo mau. E eu corri e ele correu atrás de mim rindo sem parar. Entrei na sala qualquer que estava com luz acesa. Meu coração batia sem parar. Uma vontade de chorar, medo de voltar para casa de ônibus. Isso não é algo raro, ando com este medo sempre e recebo vários assédios”.

 

Estudante – 20 anos – CCEN – Sistemática e Ecologia-  Biologia

“Nessa ultima terça-feira, 26 de julho, eu estava no CAD 108 esperando minha aula do IsF começar, era por volta de 16:45, quando sai da sala para beber água dei de cara com um garoto do cabelo verde e alto, já tinha visto ele, e ele tinha soltado gracinhas pra mim. Dessa vez foi diferente, ele me perseguiu pelo CA, enquanto eu andava rápido pelos blocos me escondendo ele gritava “ruivinha linda, vem cá delícia”. Fiquei muito assustada, daí coloquei minha indignação no SPOTTED e pra minha surpresa, eu não fui a única, sou mais uma que ele perseguiu, vi relatos de garotas que ele tentou beijar forçadamente e outras que ele ficou perseguindo. Depois disso uma garota pediu ao spotted pra repassar a mensagem pra mim, onde ela falava que já tinha ido na ouvidora da ufpb denunciar ele, e me disse que o nome dele era Igor Brito, pesquisei o perfil dele no face e o encontrei, senti muita repugnância ao ver as fotos dele, eram horríveis, ele posta fotos com garotas que ele costuma passar a noite, expõe elas, elas ficam semi-nuas nas fotos, e ele parece se orgulhar disso! Vi umas postagens dele bastante pornográficas, ele é machista e assediador, ainda tenho receio de ir para aula no CAD 108, tenho medo de encontrar ele, porque não sei mais como agir”.

 

Estudante – 24 anos – DEF – DFE – Educação Física

“Alguns profissionais e até funcionários terceirizados que passam em veículos soltam cantadas, piadas. E os trotes abusivos que te sujam machucam e humilham deveria ser proibido”.

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