Justiça condena IstoÉ e concede direito de resposta à presidenta Dilma

Observatório da Mídia  /   /  Por Equipe GEM

No dia 30 de julho, Dilma Rousseff ganhou o direito de resposta na Justiça Cível de Brasília, em ação movida pela Advocacia-Geral da União, contra a revista IstoÉA Justiça condenou a revista em processo que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.  A capa da revista IstoÉ, edição do mês de abril deste ano, intitulada “Uma presidente fora de si”, assinada por Débora Bergamasco e Sérgio Pardellas causou polêmica e discussões a respeito do papel da mídia como formadora de opinião. A revista caracterizou a presidente afastada, Dilma Rousseff, com “descontroles” e “destemperos” exclamados como justificativa do seu impeachment. Essa é uma vitória, não só para a presidenta Dilma, mas também, para todas àquelas que sofrem violências simbólica e psicológica diariamente.

“É o que julgo ter acontecido com a ‘reportagem’ veiculada pela revista IstoÉ, em sua edição que veio a público no dia 1º de abril de 2016. Utilizo aspas na palavra reportagem porque entendo que aquilo que foi publicado é menos do que isso. O texto, a edição e a escolha das fotos revelam uma estória falsa, eivada de agressões misóginas e machistas”, critica a presidenta para o blog da Alvorada. A revista será obrigada a dar direito de resposta em capa e oito páginas à presidenta.

Mas o que queremos dizer quando falamos em violência simbólica? Primeiro, devemos falar a respeito do poder simbólico. Para Pierre Bourdieu, a violência simbólica é o meio de exercício do poder simbólico. Aquele que fica no inconsciente, mas que, ao mesmo tempo, se escancara através de produções também simbólicas. A mídia costuma utilizar dessas estratégias para reproduzir estereótipos e críticas misóginas mascaradas de crítica. Mas na verdade, é uma violência perigosíssima que maltrata a autoestima das mulheres. 

A presidente, em particular, é massacrada pela mídia por fugir do padrão. Ela é mulher, gorda, mãe solteira e já foi considerada criminosa por lutar contra a ditadura.  Pierre Bourdieu explica: “O poder simbólico é, com efeito, esse poder invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão sujeitos ou mesmo que o exercem”. (BOURDIEU, 1989). 

Abaixo seguem alguns exemplos:

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