A importância da representatividade

Observatório da Mídia  /   /  Por Equipe GEM

Morgan Taylor, uma menina de 7 anos de idade, não se observava como uma princesa. Na verdade, ela nunca imaginou que um dia seria uma. As princesas que Morgan via nos filmes e desenhos eram brancas. E Morgan não é. Quando seu pai a chamou de princesa um dia ela respondeu: “Eu amo quando você me chama de princesa, mas eu sei que não sou uma realmente. Princesas de verdade são brancas e eu não posso mesmo ser uma princesa”.

Morgan não foi e não é a única garota que se sente dessa maneira. Em uma sociedade onde o padrão representado na mídia é de brancos e, geralmente, com olhos e cabelos claros, uma garota negra não se enxerga e não se encaixa nos moldes apresentados. No caso de Morgan Taylor, seu pai procurou e mostrou que existem sim diversas princesas e rainhas negras e, influenciado por essa pesquisa e pelo próprio caso ocorrido com sua filha, ele, ao lado da pequena Morgan, escreveram um livro chamado “Daddy’s Little Princess” (a princesinha do papai, em tradução livre).

Esse livro é uma fonte de representatividade, ele traz diversas personagens negras, mostrando, principalmente, que meninas negras podem sim ser princesas e que existem várias delas, não só as brancas que são mais representadas nas mídias.

Ao ser questionada sobre a intenção por traz do livro a pequena Morgan Taylor explana: “Eu quero que você saiba que tem uma coroa e eu quero que você arrase”. Que a história escrita e vivida por Morgan inspire muitas garotas e que, acima de tudo, haja cada vez mais representatividade e empoderamento de nossas princesas, rainhas e líderes negras!

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